quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Papai Noel e a Bicicleta...

Final de ano, Joãozinho resolve escrever uma carta para o Papai Noel:

- Querido Papai Noel, fui um bom menino
durante todo o ano. Gostaria de ganhar uma bicicleta.

O menino olha para o texto e, insatisfeito, amassa a folha e escreve novamente:

- Papai Noel, fui um bom menino durante a última semana. Por favor, mande-me uma bicicleta.

Novamente Joãozinho não se satisfaz.

Pensa um pouco, vai até o presépio, pega o Menino Jesus, tranca-o em uma gaveta e volta a escrever:

- Virgem Maria, seqüestrei seu filho. Se quiser vê-lo novamente, mande-me uma bicicleta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Uma Pequena Homenagem a um Grande Amigo.

Sister eu te amo!!!!!


Música: É tão Lindo! (A Turma do Balão Mágico + Roberto Carlos)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Como se muda o mundo?!?!?

As coisas acontecem assim:

Um grupo de pessoas que em sua maioria não tem nada haver uma com as outras se reúne por um objetivo único e comum...



Essas pessoas trocam idéias e mensagens e do nada as coisas começam a florecer.

As outras pessoas que não tem nada haver com isso e que não entendem direito o que esta acontecendo começam a criar questionamentos que em geral nada mais são do que uma cobrança sobre as responsabilidades.

Agora eu me pergunto...que raios de responsabilidade é essa que tantos cobram????

Alguns argumentam que se não há lideres então não pode ser sério, outros acusam que tudo não se passa de um grupo de comunistas desordeiros querendo apenas aparecer a custas de outros.

Mas o que realmente ninguém pergunta é por que todos estão lá!?!?!


Alguns estão pelo passeio, outros pelos direitos e outros ainda por que não tem opinião formada sobre o mundo que querem viver e experimentam tudo até realmente se encontrarem.

Eu estava lá e você?!?!?! Eu sei por que eu estava lá e o motivo é simples por que eu queria ir pra praia!!!

Sim pode parecer idiota mas esse era meu único objetivo...


Podia ir de carro? Sim podia eu tenho carro, tenho dinheiro pra gasolina e para o pedágio abusivo que é cobrado, mas não queria ir de carro.

Podia ir de ônibus? Sim eu também podia iria sair mais barato inclusive do que ir de carro, mas eu também não queria.

Eu queria ir de bicicleta, queria simplesmente unir varios pontos que muito me agradam em um unico prazer.

Minha bicicleta + meu namorado + um monte de amigos + sol + praia + banho de mar + cervejinha gelada

E qual é o problema da magrela? Por que ela é tão rejeitada e reprimida assim??? 

Não pude ir a praia com a minha bicicleta, mas também não poderia ir se quisesse ir de skate, patins, patinetes ou até mesmo a pé, eu acho isso o fim da picada, mas tem muita gente que acha que eu querer de bicicleta sim é o fim da picada, será?! 

Vamos avaliar alguns pontos.

Se eu for de carro eu pago o pedágio, pago a gasolina, pago o IPVA e em alguns casos o seguro também.

Se eu for de busão eu pago a passagem que já está incluso o preço do pedágio, a gasolina (ou diesel), o IPVA e o seguro. 

Se eu for a pé, de bike ou dos outros meios proibidos, não pago pedágio, não pago gasolina, não pago IPVA mas dependendo da bike posso até pagar o seguro.

Assim lhe pergunto: Qual será o motivo real para não puder ir de bicicleta da para a praia?!?!?

Alguns policiais alegavam segurança, mas desrespeitava a lei que nesse ponto é bem clara, o transito de qualquer meio de transporte é permitido em qualquer via rural ou urbana e no caso de não existir os responsáveis devem privar por nossa segurança.

Acho de fato que o que mais surpreendeu não foi tanto o n° de ciclistas (quase 300) e sim como esses ciclistas agiam... em paz!

A paz reinou nesse encontro coletivo, a quem chamava tudo aquilo de passeio ou evento, mas de evento não tinha nada, não tínhamos patrocinadores, não tínhamos lideranças (como nunca temos) a única coisa que nos unia ali era a vontade imensa de pedalar para praia.

Nosso passeio começo na Praça do Ciclista de lá até o acesso da Imigrantes a PM e um carro da CET nos escoltou tudo bem, tudo maravilhoso, até que a Polícia Rodoviária nos barrou...na verdade a polícia nos barrou 5 vezes.

A primeira vez foi lá no acesso a Imigrantes lá perto do Jabaquara, e me desculpem os tantos que condenaram eu particularmente achei lindo!!!! Lindo na verdade é pouco!!! Foi maravilhoso.


Quando a Polícia nos abordou e disse que pedalando não poderíamos continuar, todos em ato único e coletivo desceram de suas bicicletas e nos tornamos pedestres. Furamos o bloqueio? Eu não usaria esse termo...na verdade nos tornamos pedestres.








E como pedestres poderíamos ir a qualquer lugar!!! 

Essa inclusive é uma grande vantagem das magrelas, quando não se pode pedalar pode-se andar e andando se chega a todos os lugares.


Ânimos acalmados e direito novamente adquirido subimos mais uma vez em nossas magrelas e retornamos a pedalada.





Até que...

No primeiro pedágio da rodovia eles estavam nos esperando, naquele pedágio que sai para SBC se não me engano.












Depois de muito lero-lero e os ciclistas inclusive eu resolveram prosseguir a viagem.

As desculpas para não nos deixar prosseguir eram as mais diversas e mirabolantes possíveis.

Em certo momento quanto eu estava conversando com um dos policias e tentando mostrar que nós conhecíamos muito bem nossos direitos um deles me respondeu: 

Sabe por que vocês não vão descer? Por que eu não quero!”


Ótimo motivo inclusive... principalmente quando quem diz isso a você esta com uma bela 12 pendurada na cintura.



Lá no km 28 fomos abordados novamente, desta vez recepção de luxo.

Policiais armados, alguns empunhando suas armas, bombas de spray pimenta bem visíveis, cassetetes a mão alguns inclusive portavam os escudos, a quem afirme ter visto alguns policiais da força tática sem suas identificações.

Parecia até que a qualquer momento iríamos jogar as bicicletas neles.

Que pena eles não estavam entendendo nada mesmo.

Mesmo assim muitos conseguiram passar, como pedestres novamente, senão pode pedalar a gente anda!

Nessa barreira cerca de 150 pessoas ficaram retidas, leia-se retidas e não detidas, por que as más línguas insistem em afirmar que alguns foram detidos e isso não aconteceu, nem uma bike sequer foi apreendida, muito menos alguém.

Outros 100 (+/-) prosseguiram, eu inclusive, mas gostaria de lembrar que até aí nenhum policial me pediu para parar, alguns me pediram para parar de pedalar e eu obedeci me tornando pedestre.

Desses 9 foram abordados no pedágio enquanto conversavam com alguns agentes da ARTESP.

Por fim o último grupo foi novamente abordado no km 38 e depois fomos conduzidos até o km 40 para dialogar e tentar chegar a alguma conclusão.

As reações de todos (policiais e ciclistas) eram as mais diversas tínhamos policiais truculentos e ciclistas truculentos, policiais simpatizantes e ciclistas idem...

Depois de muita espera muitos se cansaram de esperar e desistiram tiveram os que foram embora pedalando e alguns que se submeteram aos ônibus enviados pela ECOVIA que cá entre nós de ECO não tem nada.





Depois de pouco mais de 2 horas todos os grupos se uniram novamente no km 40 como o Tenente Coronel havia nos conduzido até lá ficou mais fácil dos outros se reencontrarem conosco.

Eu fiquei lá até as 17.30 hs, ouvi quando foi anunciado pela assessora do secretário de Transporte que poderíamos prosseguir na estrada, mas depois de tanta espera para o policial rodoviário assumir que havia recebido a ordem mais não iria obedecê-la eu e mais alguns resolvemos voltar.

Quatro chegaram a Santos, depois mais três no dia seguinte.

No domingo a imigrantes estava vazia, e muitos outros clandestinamente fizeram tal percurso.

Se valeu a pena?!?!? Lógico que valeu! De certo modo fomos vistos e ouvidos.

É bom lembrar que se você esta em São Paulo e pretende ir à praia no final de semana e seu meio de transporte não for moto, carro, ônibus (incluindo micro) e caminhões corre o risco de ser preso afinal pela Anchieta não pode, pela Imigrantes não pode, pela manutenção não pode e a estrada velha só recebe visita de pedestres e essas visitas devem ser agendadas e guiadas e não se pode apenas descer, tem que ir e voltar no mesmo passeio.

Se ainda pudéssemos nadar no Tietê ou no Pinheiros aposto que a chiadeira seria bem menor...mas não é esse o caso.

Mais fotos, videos e relatos:


 O Globo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Interplanetária




Inspirados na Ciemmona, uma Massa Crítica que leva os Romanos ao litoral, um “inconsciente coletivo” resolveu marcar uma data (06 de dezembro) e celebrar a Bicicleta como um meio de transporte até mesmo para ir a praia. Saiba como participar da Bicicletada Interplanetária acessando o link abaixo:


Mais:

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmm!!!!!!!!!!! Ela tem que dizer: Sim!!!!

O carro degrada e segrega, já a bicicletada recupera e congrega.

Por isso a Bicicletada Paulistana de Novembro visa celebrar a União. A união entre seres humanos, entre os povos. Diminuindo a distância entre as pessoas e a cidade, uma distância essa que só tem aumentado devido ao uso abusivo dos carros.


O local? O mesmo de sempre, Praça (ainda não sinalizada) do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista, entre as ruas da Consolação e Bela Cintra.


O horário? O mesmo de sempre, concentração a partir das 18:00 e saída as 20:00.


O trajeto? Como sempre decidido na hora, mas dessa vez, tudo leva a crer que o caminho escolhido é o que leva as pessoas ao altar.


Apareça e confira, em caso de chuva a Bicicletada esta automaticamente CONFIRMADA, pois casório com chuva dá mais sorte ainda.




Dicas e referências: panfletos e cartazes:




Site da Bicicletada

terça-feira, 25 de novembro de 2008

263KM pare um pouquinho...descance um pouquinho...263km

Acho que o melhor de criar um post é lembrar cada momento que passamos...

Como valeu a pena cada minuto perdido entre e-mails e telefonemas para que tudo desse certo, para mim o martírio começou praticamente 3 meses antes da viagem, era um chororo entre um pedido aceito e um negado que só quem estava bem pertinho de mim pode sentir o meu stress.

Gente doando alojamento, outros negando na última hora, um milhão de interurbanos para tentar acomodar e recepcionar uma massa que só parou de crescer na hora da viagem...alguns me falavam:

"Aninha, desencana deixa que o povo se vira..."

Como assim se vira? Pode até parecer bobagem mais me sentia responsável por cada um deles, tudo culpa dessa minha mania terrível de me sentir a "mãe de todos".
Eu que nem de ônibus voltaria a SP não consegui sossegar enquanto todos não tivessem suas passagens compradas, e quando me perguntavam que horas eu iria embora, muitos ouviram: “Só depois que o último entrar no busão.”

Uma pena quem não pode participar, muitos queridos fizeram muita falta, meus primos que sempre me incentivaram a pedalar, o Vitinho e a Quel, o Silvio e Chantal que tiveram que desistir na última hora...mas outros também me fizeram muito feliz por estarem lá, como a Paty que a cada viagem esta se superando mais e mais, os dois Mat(h)ias que me deram à honra de pedalar pela primeira vez fora de uma bicicletada, o Nico que mal chegou a Brasil e já esta mostrando a que veio, meu sapo, os meus grandes amigos André e Willian, André, apesar da lenda ser o Willian, tive dúvidas que você fosse e Willian você me estressou um tanto antes da viagem mas ela nunca seria a mesma sem você.
Inclusive vocês se lembram daquela tiazinha que paramos na estrada para nos refrescar na mina d´água??? Então na volta eu e o Marcio paramos lá para tomar mais um suco de milho e vocês acreditam que ela me mandou comprar uma 12 para defender meu patrimônio??? Disse na cara dura que o Marcio era um gostoso...pode???? Nunca mais compro nada lá!!!!!!!
Queria conseguir transmitir a todos que ficaram tudo o que senti ao realizar essa viagem, acho que fotos e algumas frases são ainda muito pouco perto de todo o turbilhão que ocorreu na minha cabeça.

Essa viagem para mim sempre foi um sonho que junto a muitos consegui realizar, encontrar todas as estações do ano em um só dia alcançar altitudes que nunca imaginei que conseguiria e pensar que até a noite de quarta-feira ainda não tinha certeza se iria ou não fazer a viagem, eu que já estava de bike nova ainda não tinha pneus, tudo foi uma realização.

Chorei muito ao descer a Serra, meu coração foi a mil e a cada KM de proximidade da minha cidade todos os sentimentos se misturavam.

Para mim essa viagem teve uma importância diferente, não pela distância percorrida e sim pelo objetivo alcançado, há 30 anos faço esse percurso, a primeira estrada em que dirigi na vida foi justamente a Oswaldo Cruz, dependendo da fase em que vivi apenas a ordem era alterada, mas o caminho era sempre o mesmo, e no meio do caminho encontrei uma cachoeira, uma cachoeira que eu nunca tinha visto...

Chegar em casa e ser recebida com orgulho pela minha mãe e pelo meu irmão e no dia seguinte encontrar meu pai entusiasmado por tal façanha e ter certeza que depois de mais essa as distâncias se encurtaram ainda mais, isso sim não tem como explicar

Obrigada a todos e principalmente a você Deus que me colocou uma bicicleta no meio das pernas me empurrou ladeira a baixo e me sussurrou no ouvido: “Vai que eu acompanho, você e todos os outros”

PS.: Como a minha máquina fotográfica quebrou e a do Marcio estava sem baretia as fotos que vocês veem nesse post são do: Mathias, André, Toni, Fabrício, Felipe e Haase, muito obrigada meninos.

Mais Fotos e Relatos:

Midia Local

Haase

Ciclobr

Mathias

Fabrício

Pedalante

Aragonez Fotos

Aragonez Video Pedágio Rodovia

Aragonez Descida pela Rodovia

Aragonez Serra do Mar

Aragonez Chegando a Taubaté

Aragonez Serra do Mar 1

Aragonez Serra do Mar 2

Aragonez Chegada a Ubatuba