quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Tapa na Bunda = Espelho Quebrado!

Ontem...é foi ontem!

Eu de férias, com todos os dotes culinários ativados pela falta do que fazer enquanto aguardo o início da minha viagem de final de ano, resolvo fazer um mousse de chocolate para levar a ceia de natal.

Olho no armário da cozinha e nada de ovos, chocolate e outros ingredientes básicos para a produção do mousse.

Desço na garagem pego a "rosinha" e vou feliz da vida ao Pão de Açúcar da Mourato.

Mais feliz ainda pois não precisarei me preocupar com onde levarei minhas compras afinal minha linda cestinha de vime foi estrategicamente comprada para esses fins.

Paro a bike no bicicletário, pego o "tudo de bom" controle de entrada de bikes no Pão de Açúcar, faço minhas compras e sigo o caminho para casa.

Como de costume, subo a Teodoro sentido lar, na faixa da esquerda ao lado dos carros estacionados pois tenho certa repulsa por aqueles ônibus psicóticos que sobem pela direita.

Logo no primeiro farol, esquina com a Fradique, sou surpreendida por 4 "MULEKES" em um Honda Fit (não anotei a placa, merd*!), que insistem em me chamar de gostosa pra baixo...até propostas estavam a me fazer.

Como já ocorrido outras vezes, deixei meu lado Aninha Metida falar mais alto e os ignorei!

O farol abre e como sempre a força do pedal me permite sair com uma certa vantagem sobre eles, o Motoboy que estava atrás de mim, me respeita e espera calmamente ter espaço para me ultrapassar.

O Honda Fit novamente me alcança e o palhaço que estava do lado esquerdo coloca estupidamente a mão para fora do carro, lógico que eu não estava vendo nada, estava de costas em relação a eles, e um tapa no braço me demonstra claramente que ele errou a mira!

Grito meia dúzia de palavrões, desacreditando que sim! ainda existem MULEKES nesse mundo.

Mas como ainda existem MULEKES ainda existem cavalheiros...o motoboy que estava atrás de mim indignado com o que acabou de ver me ultrapassa na melhor performance motoboy paulistano ergue sua perna direita e chuta o retrovisor do Honda Fit, que dobra quebrado ou simplesmente deslocado.

O motoboy me faz um "jóia" com a mão direita e acelera, o Honda Fit me esquece e resolve seguir o Motoboy, perco a vista de ambos e sigo menos put* em minha pedalada.

Tenho certeza que o MULEKES do Honda Fit, apesar do prejuízo, não aprenderam P... N...!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Minha Estatística sobre o Trânsito de São Paulo!

Não sei ao certo há quanto tempo pois meu objetivo era chegar a um número redondo pré-definido.

Esses dados eu fui anotando conforme as situações ocorriam comigo, desconsiderei as vezes que ocorreram com amigos que estavam próximos a mim, e em todas às vezes eu estava de bicicleta, ou com a Dahon, ou com a Lolah ou com a Rosinha.

Todas as situações ocorreram em São Paulo, na maioria das vezes no trajeto Pinheiros x Itaim.


Então, vamos aso dados!



Amostragem 80 carros

O que fizeram:

Fechadas: 32
Buzinadas: 24
Fechadas e Buzinadas: 11
Expressões de Amizades: 13

Quem era:

38 Carros populares
18 Pick ups
10 SUVs
14 outros

Identificando-os a fundo:

32 Fechadas

Sobre o carro

19 Carros populares
12 Pick ups
1 outros

Sobre o Motorista

17 Motoristas Mulher
15 Motoristas Homem

24 Buzinadas

Sobre o carro

3 Carros populares
2 Pick ups
10 SUVs
9 outros

Sobre o Motorista

11 Motoristas Mulher
13 Motoristas Homem

11 Fechadas e Buzinadas

Sobre o carro

9 Carros populares
2 Pick ups

Sobre o Motorista

1 Motorista Mulher
10 Motoristas Homem

13 Expressões de Amizades

Sobre o carro

7 Carros populares
2 Pick ups
4 Outros

Sobre o Motorista

3 Motoristas mulher com crianças
5 Motoristas homem com a família
5 Motoristas homem tentando uma aproximação


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Dos 80 carros 26 possuíam o símbolo do peixe grudado na parte de trás do carro, 4 possuíam o símbolo de um compasso, 14 possuíam o adesivo da porto seguro e 9 de alguma ONG de proteção ambiental.


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Roubo de Bike !

Há pouco roubaram a bike do meu primo Restaura (Beto) na região da Pompéia.

Uma sacanagem tremenda, falei com ele cedo e ele estava pedalando, pouco mais de 1 hora depois ele me avisa que havia sido roubado.

Segundo ele, que depois de constatar o fato foi verificar o circuito interno de filmagem do prédio que estava, o cara nem sequer saiu pedalando...

Essa é a foto da bike!



Se a virem por aí me avisem por favor, a bike é “feinha” mas é de estimação!”

terça-feira, 15 de junho de 2010

1º Jogo do Brasil na Copa!!!

Hoje ás 15:30hs (horário local) foi o 1º jogo da seleção brasileira na Copa do mundo de 2010.

Como 99,9% das empresas brasileiras a minha empresa liberou os funcionários para assistir aos jogos em casa.

Fomos liberados às 14hs, como não almocei da empresa saí as 13:30hs e fui para o ponto aguardar o ônibus que pego para vir pra casa diariamente. Linha intermunicipal Alphaville 12 - Metro Paraíso.

Após 40 minutos de espera nenhum sinal do "Paraíso", como ele não vinha resolvi pegar o "Metro Armênia", mas a Marginal tiete era um grande estacionamento, assim desci na Ponte dos Remédios próximo ao Ceasa com a esperança de algum outro ônibus que viesse para Pinheiros.

Caminhei da Marginal Tiête até a Avenida Gastão Vidigal (a avenida onde fica o Ceasa), quando cheguei lá vi outro grande estacionamento, os carros não saiam do lugar e os motoristas estressadissimos não paravam de buzinar, resolvi seguir andando, pois não havia nenhum ônibus estacionado pelo caminho.

Quando cheguei na Ponte do Jaguaré o transito melhorou um pouco mais ainda não passava nenhum ônibus nem táxi.

Uma conversa ao celular com uma amiga me distraia nesse trajeto.

Segui andando e quando estava em frente ao Parque Vila Lobos o ônibus que eu pego para vir de alphaville o motorista me reconheceu e parou.

O “Paraíso” estava literalmente um inferno...estava tão cheio que a etapa final do meu caminho fiz na escadinha.

Cheguei em casa na metade do 2º tempo acabada, fui tomar banho, poís havia combinado de encontrar alguns amigos, mas depois do banho não tive pique pra nada.

Agora pouco fui até a padaria e a Teodoro estava mais vazia que domingo véspera de feriado.

Acho que realmente foi o fim do mundo...


domingo, 13 de junho de 2010

Cicloviagem Angra dos Reis x Ubatuba

Coisas que só encontramos no Rio de Janeiro...

Um açaí especial preparado com crips de arroz e cereal com sabor artificial de morango,


Foto: Nani

Ou a melhor premiação do mundo para um torneio de sinuca

Foto: Amanda


Coisas assim, só descobrimos cicloviajando por esse Brasil lindão!!!!


E como é bom cicloviajar!!!


Foto: Amanda

No último feriado de Corpus Christie (03 á 06/06/2010)


Eu

Foto: Amanda

Felipe

Foto: Amanda

Nani

Foto: Felipe


Amanda

Foto: Nani


Nos unimos para uma cicloviagem pelo litoral sul do Rio de Janeiro e o Litoral Norte de São Paulo


Escolhemos o roteiro Angra dos Reis x Ubatuba e partimos.


O total a ser percorrido, segundo o bikemap, seria de 164km, como gostamos de cicloviajar, resolvemos dividi-lo em 3 dias, assim poderíamos parar em todas as cachoeiras, tirar um milhão de fotos, fazer as refeições tranqüilamente e curtir as cidades de parada...


“1° dia - 03/06: Partimos de Angra sentido SP e pedalamos até Vila Histórica de Mambucaba - 54 km
2º dia - 04/06: Partimos da Vila Histórica até Puruba (já é Ubatuba) - 74km, a idéia é conseguir ultrapassar a serra da divisa 341m de altitude e 11 km de extensão nesse dia, se estivermos muito cansados paramos na Vila de Trindade e fazemos a Serra no 3º dia
3º dia - 05/06: Puruba até Ubatuba centro - 36km e provavelmente chegamos em Ubatuba para o almoço, isso lógico dependendo das paradas...pois nesse trecho existem muitas cachoeiras!” * Trecho extraído do e-mail convite para a viajem.


1° dia de cicloviagem:


Saímos de São Paulo na quarta-feira dia 30 de ônibus sentido Angra dos Reis ás 22:30hs e chegamos as 06:30hs.


Já na saída imaginávamos que teríamos problemas com a empresa de ônibus Reunidas Paulista, pois a central de atendimento ao usuário nos informou que bicicletas só seriam transportadas desmontadas, embaladas e com Nota Fiscal.


Todos tinham Nota Fiscal para suas bicicletas, nosso problema era embalar e desmontar as bikes, muito trabalho! Mas nada que uma boa conversada com o carregador de malas não resolvesse o problema, assim conseguimos embalar tranquilamente com as 4 bicicletas e seus alforjes (ou mochilas) apenas com a roda da frente retirada.


Foto: Nani

Chegando em Angra dos Reis, tomamos um café da manhã e partimos para pedalada


Foto: Felipe


O trecho de Angra até a Vila Histórica de Mambucaba, não era assim tão atrativo como imaginávamos.


Foto: Felipe

A estrada corre em sua maior parte longe da costa, não vimos muitas praias ou vistas atrativas, sem falar que essa parte do trajeto é basicamente plano, com pouquíssimas subidas.
Foto: Amanda

Assim o trecho que pensávamos fazer até as 16hs finalizamos as 10:30hs.


Foto: Amanda


Chegamos em Mambucaba e a cidade estava mobilizada na confecção dos tradicionais tapetes de ferragem para a cerimônia de Corpus Christie.


Vila de Mambucaba - Foto: Amanda


Ainda sem muita fome e sem muitas alternativas, resolvemos comer um lanche fazer uma horinha e seguir viagem até Paraty, distante apenas 50km dali, é de Mambucaba o fantástico açaí mencionado acima.



Igreja de Mambucaba - Foto Amanda


Banco da Praça de Mambucaba - Foto: Nani


Chegamos em Paraty por volta dás 17:00hs, não tínhamos noção de onde nos hospedaríamos, nem iríamos entrar em Paraty e agora teríamos que dormir lá...mas para cicloturistas isso nunca é problema, logo um ciclista local se aproximou da gente e nos levou a um Hostel particular chamado Che Lagarto, local muito agradável, com preço justo, bom atendimento e que nos disponibilizou um quarto com banheiro privativo apenas para nós 4, fora o local seguro para nossas bicicletas.


Quilometragem do dia: 104km

Tempo de pedalada (sem excluir paradas curtas para fotos e pequenos lanches):

Custos do primeiro dia: 6,5hs

Tempo e temperatura: todo o trajeto foi feito com temperatura amena e tempo nublado, quando já estávamos instalados em Paraty começou a chover muito forte, o que nos impediu de passear durante a noite por lá como gostaríamos de fazer.

Passagem São Paulo – Angra dos Reis R$56,72 (vende pela Internet)

Café da Manhã em Angra dos Reis R$9,60

Almoço em Mambucaba (x-bacon, suco de laranja, bolo de coco e guaraviton) R$ 12,50

Lanchinho na estrada (bolacha Goiabinha e guaraná) R$4,50 – Brinde 2 bananas da bananeira do bar

Hostel em Paraty R$30,00 p/pessoa com café da manhã

Jantar Pizzaria em frente ao Hostel R$20,00


Historinha:

Logo que chegamos em Angra dos Reis fui conversar com um dos funcionários da rodoviária para saber onde poderíamos tomar café da manhã e como fazer para dali pegar a Rio-Santos sentido Paraty.

O funcionário me explicou direitinho, eu agradeci e voltei a arrumar as coisas para partir.

Menos de 5 minutos o mesmo vem te mim e fala:

- Vocês sabiam que passaram por Paraty para chegar até aqui, né?!

Dava pra ver nos olhos a preocupação dele por causa da distância.

- Sim, sabíamos...

- E sabiam também que podiam ter descido lá?!?!?!?!

- Sim, é que queremos fazer pedalando mesmo

Ele levantou a sobrancelha e disse:

- Então ta!

E saiu fazendo “não” com a cabeça...


2º dia de viagem


A chuva da noite anterior desapareceu e sol raiou pela primeira vez em nossa cicloviagem.

A manhã esta divina mas com temperatura amena, o café da manhã servido tarde no Hostel (7:30hs) mas algumas paradas obrigatórias em caixas eletrônicos nos fizeram sair de Paraty apenas às 9:30hs.

Fotos: Felipe

Nosso trajeto para esse dia que tinha sido completamente alterado do original era de 72km até Ubatuba algo que faríamos tranqüilamente, porém a subida da serra da divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo me preocupava a ser feita tarde, já a tinha feito anteriormente, no sentido oposto e sabia que não era difícil, mas chata e por não ter árvores no caminho e pelo horário (entre 11-12hs) sabia que seria um pouco mais incomoda.

Foto: Amanda


E não foi bem assim...hehehe


Nesse sentido a inclinação é bem menor que no sentido oposto, é uma subida única diferente do outro lado que possuí algumas subidas e descidas


Esse trecho a viagem realmente começa a ficar bonita, avistam-se do alto belíssimas baías e praias, fora as cachoeiras.



Fotos: Felipe


Como previsto finalizamos a subida da serra por volta dás 12hs, lá no alto já em Ubatuba-SP somos agraciados pela belíssima cachoeira da estrada que em minha opinião é a mais bela de toda região.


Fotos: Amanda


Ficamos poucos minutos no bar da cachoeira (que é horroroso!!!!) e partimos até a Praia de Ubatumirin cerca de 12km dali onde iríamos almoçar no restaurante de um amigo do meu pai.

Chegamos ao restaurante North Point e lá nos acabamos de comer com os pratos bem servidos de arroz + feijão + bife + farofa + batata-frita e salada (que não era só de alface e tomate hehehe)


Foto: Amanda


Depois de almoçar estendemos nossas cangas na grama, demos aquela bela cochilada e por volta das 14hs partimos para a segunda parte da viagem. Até aqui tínhamos percorrido cerca de 50km da viagem.


Quando chegamos na praia do Puruba eu e a Amanda que conhecemos bem a beleza do lugar não conseguimos resistir e resolvemos parar e fazer mais uma horinha, o Felipe e a Nani quiseram seguir e aqui nos separamos dos nossos amigos de cicloviajem.


Entramos no Puruba curtindo cada centímetro, desde a sua lindíssima estradinha de acesso

Até o seu rio congelante brbrbrrrrrr


Estrada de acesso a Praia do Puruba - Foto: Amanda


Rio Puruba - Foto Amanda


Depois de quase 1,5hs no Puruba a idéia era dormir no Promirim na casa de um amigo da Amanda que estava por lá, mas quando chegamos na portaria e ainda estava claro resolvemos seguir.


Foto: Amanda


Chegamos ao posto da Polícia Rodoviária Federal na Praia do Felix e estava escurecendo, tínhamos menos de 12km até o centro de Ubatuba então resolvemos parar lá para pegarmos nossas luzes e coletes refletivos para seguir viagem com mais segurança pois faríamos o trecho a noite.


O Policial que estava no local, foi muito atencioso e amável, além de nos ceder toalete, nos passou o numero do telefone do posto e o de emergência da Policia Rodoviária Federal 191 e nos disse para não hesitar em chamar-los.


Quando passamos pela praia de Itamambuca passamos por uma blitz da mesma Polícia e logo ouvi um dos policiais exclamar:


- Pronto! As meninas da bike!


Isso nos causou conforto, afinal eles sabiam que estávamos lá e para onde iríamos e querendo ou não éramos 2 moças com duas bicicletas a noite em uma estrada com quase nenhum recurso em seu entorno.


Nesse trecho comecei a sentir como se algo tivesse prendido no meu pneu da frente, uma pedra, uma tampinha de garrafa, ou um chiclete, o pneu permanecia cheio,já era noite, estávamos tão perto e ambas cansadas, fiquei com preguiça de parar para olhar então seguimos.


Chegamos na casa da minha mãe em Ubatuba às 19hs, e assim nosso objetivo já estava completo!


Quilometragem do dia: 72km

Tempo de pedalada (sem excluir paradas curtas para fotos e pequenos lanches):

Custos do primeiro dia: 6hs

Tempo e temperatura: O dia todo oscilando em sol e sol com nuvens.

Almoço na Praia de Ubatumirin (Restaurante North Point)R$ 20,00

Gastos com Hospedagem R$0,00


Historinha 1:


Ainda em Paraty um pouco antes de chegar a micro cachoeira que fica na Vila de Patrimônio, avistei no acostamento 5 maninhos cariocas, e pela fama do lugar fiquei um esperta, era a 1ª da fila de ciclista e quando passei por eles um começou a gritar:

-Ei!!! Gringa!!! Hello!!

E eu respondi:

- Oi tudo bom?!

- Ela não é gringa!!! Da uma carona até a cachoeira?

- Não dá minha bike ta muito pesada...

Todos

- AAhhhhh!!


Historinha 2:


Quando chegamos ao centro de Ubatuba, resolvemos ligar para o Felipe que achava que iríamos dormir no Puruba.

Liguei 6 vezes e ele não atendia, pra vocês verem a preocupação do meu “irmãozinho” com a nossa segurança...

Na 7ª vez ele atendeu

- Felipe! O pneu da Amanda furou e arrebentou 4 raios, to tentando ligar para minha mãe mas não to conseguindo, estamos sozinhas no meio do nada!!! (tudo mentira)

- Ta e o que você quer que eu faça?!

- Sei lá, chama um táxi, vem resgatar a gente!!!

- Tá vou ver o que faço e já te ligo.

- Tá então faz assim...espera eu chegar em casa e eu te ligo pra gente ir jantar juntos

- Você está mentindo, Aninha?!

- To!

- A fala sério!!! Me liga quando chegar então...

Hahahaha


3° dia – O pneu


Foto - Amanda


Salva pelo mistertuffy!!!


Foto: Amanda


Passagem de Ubatuba para São Paulo R$46,20


Custo total da viagem: R$199,52


Mais Fotos e Comentários:

Nani

Falantérios

terça-feira, 25 de maio de 2010

Minha Mãe!

Muitos amigos já sabem que minha mãe foi modelo nos tempos de sua mocidade...

Morou na Itália, desfilou em Paris, fazia parte do casting fixo do Clodovil entre outros.

O que alguns não sabem é que uma das campanhas publicitárias que minha mãe emprestou o rosto foi para a campanha da Monark Espacial.

E aí esta a prova: uma garota espacial para a Monark Espacial...direto dos anos 60...

sexta-feira, 26 de março de 2010

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Caminho dos Anjos

Neste carnaval eu a Nani e o Aragon, para variar um pouco queríamos pedalar, nada muito punk apenas um lugar com uma vista bonita, cachoeiras e muito verde...

Eu - Foto Nani

Nani - Foto Aragonez

Aragonez - Foto Nani

Assim, resolvemos conhecer um caminho novo de peregrinação chamado Caminho dos Anjos, na verdade novo para cicloturistas pois para peregrinos já existe há algum tempo.



O trajeto era convidativo, 113Km de terra, no sul de Minas passando por 5 pontos, tranqüilo né!? Nem tanto...mas a vista compensa tudo!!!!


Saímos de SP na sexta-feira rumo a Caxambu no ônibus das 15hs, chegamos a 00hs e de lá pedalamos 4km até Baependi, em Baependi ficamos alojados no Abrigo dos Anjos, local muito agradável e ponto de partida da ciclorota.

Foto Aninha

Logo na rodoviária nos juntamos a mais 2 cicloturistas que também fariam o percurso, o Marcelo do site Onde Pedalar e a Sandra de Curitiba, uma figurassa!!!

Marcelo - Foto Nani

Sandra - Foto Nani

No abrigo do primeiro dia ainda nos juntamos a Cris, cicloturista paulista que adora cicloviajar e assim o grupo estava formado minha 1° cicloviagem com mais mulheres que homens, é engraçado conversar sobre unha, cabelo e celulite em uma cicloviagem...

Cris - Foto Nani

Dia 1 – Baependi x Sítio 3 Pinheiros

Extensão: 38km

Altitude Inicial: 915m

Altitude Final: 1259m

Altitude Máxima Atingida: 1401m

Altitude Mínima Atingida: 879m

Esse trecho em minha opinião, é sem dúvida o mais bonito, o sobe e desce das montanhas repletas de verde, rios, fazendas e animais da “roça” fazem todo o charme do lugar.

Fotos Nani

Engana-se quem pensa que os poucos 38km são fáceis, as várias subidas com cascalho solto e decidas de mesmo modo, assim como os pontos espetaculares para se fazer fotos e admirar a paisagem faz com que o trajeto dure o dia todo.

Foto Aninha

No nosso caso avançou a noite...saímos às 9hs de Baependi e só chegamos ao Sítio 3 Pinheiros às 21hs, no breu, sem luz suficiente e com apenas pasto ao nosso lado, não posso negar que foi fantástico! Pedalar apenas com as estrelas no céu e os diversos sons do mato não tem comparação, é bom demais.

Foto Nani

Lógico que todo esse atraso foi culpa nossa, paramos muito, curtimos cada metro da viagem, e quando paramos para almoçar na Espraiada do Gamarra fizemos uma parada de 3 horas para esperar o sol dar uma trégua.

Foto Aninha

E o que é aquele Gamarra?!?!?!?! Um rio maravilhoso que nos acompanha em alguns trechos, e se engana quem pensa que em Minas não tem praia, a Espraiada do Gamarra é uma típica praia mineira, onde o rio forma uma espécie de lagoa e todos da região se deliciam com suas águas congelantes, só consegui mergulhar pois escorreguei em uma pedra e foi um tibum típico.

Foto Nani

Lá na Espraiada almoçamos no Bar do Nadinho, um delicioso “PF” de deixar qualquer um de molho por horas...

Foto Nani - reparem no papagaio de pirata lá no fundão!!!

Mas nada se compara a melhor refeição que fizemos em toda a viagem, lá no Sítio 3 Pinheiros (outro abrigo cadastrado da operadora do caminho) o Juninho nos mostrou seu verdadeiro dote culinário, acompanhado por uma trilha sonora fantástica e uma hospitalidade sem igual!!

Sítio 3 Pinheiros - Foto Aninha

Dia 2 – Sítio 3 Pinheiros x Vale do Matutu, passando por Aiuruoca.

Extensão: 38,2km

Altitude Inicial: 1259m

Altitude Final: 1300m

Altitude Máxima Atingida: 1406m

Altitude Mínima Atingida: 982m

Assim como os outros 2 trechos esse também é maravilhoso, a cachoeira da laje logo no início do trajeto é um convite aos mais calorentos e aqueles que curtem uma bela vista, entre sobes e descem com paisagens cada vez mais surpreendentes chegamos a Aiuruoca, uma cidadezinha linda com uma igreja central maravilhosa.

Cachoeira da laje - Foto Aninha

Fizemos uma parada para o almoço ainda lá centro (sugestão da administradora do caminho) mas logo depois que retomamos a estrada encontramos dois oásis no caminho, o restaurante do Kiko e Kika com uma pela grama convidativa a uma “ciesta” e o Pocinho, que como o nome diz é um poço formado pelo rio que conta com um restaurante, a entrada é paga R$5,00, mas vale a pena é uma outra praia mineira que todos de deliciam.

Pocinho - Foto Aninha

Eu, o Aragon e a Nani não entramos, só admiramos por fora, pois um pouco antes de chegarmos vimos uma quedinha de água na encosta e nos refrescamos lá, foi muito engraçado, pois era um lugar com um monte de arame farpado e sem estrutura nenhuma...

Depois que estávamos nos deliciando no lugar reparamos várias pessoas passando de carro ou a pé e nos olhando como extraterrestres, muitos até riam, só fomos entender o porquê menos de 1km depois, o lugar de banho era outro e não aquele que estávamos.

Foto Nani

Na eterna subida que leva ao Vale do Matutu encontramos dois garotinhos de bike se deliciando em uma espécie de platô que forma no meio da subida...quando eu estava terminando a subida até esse primeiro platô um dos meninos que estava com uma bike aro 18 (acho) sem freio e de chinelos começou a descer desgovernadamente à rampa, eu sem pensar duas vezes larguei a “rosinha” de qualquer jeito e sai correndo ladeira abaixo e de sapatilha atrás do menino, resgatei e depois dei-lhe aquela bronca fenomenal, o muleke tava branco de susto e depois ficou transparente de vergonha, quando chegamos lá em cima ele só falava, “a moça salvou minha vida”, hehehehe

Foto Aninha

O Vale do Matutu é lindoooooooooooooo!!!!!!!!!!!! Um visual incrível e um silêncio convidativo a uma bela noite de sono, se não fosse aquele galo maldito que começou a cacarejar as 4.30hs da manhã, se ficasse lá mais um dia com certeza faria canja dele!

Casarão do vale do Matutu - Foto Nani

Em Matutu comemos o melhor café da manhã da viagem, com um excepcional pão integral caseiro e o melhor bolo de milho que já comi na vida! Valeu Iraci e o filho da Iraci por esse manjar matinal!

Vale do Matutu - Foto Aninha

Saímos do Sítio 3 Pinheiros ás 8hs e chegamos ao Vale do Matutu, após as devidas paradas para descanso e fotografias por volta das 17hs

Dia 3 – Vale do Matutu x Alagoa

Extensão: 23km

Altitude Inicial: 1259m

Altitude Final: 1117m

Altitude Máxima Atingida: 1423m

Altitude Mínima Atingida: 1079m

Esse é o trecho mais fácil do trajeto, apesar da single-track de boas vindas ao ultimo trecho, uma single-track com uma inclinação cabulosa que recorta o morro do Vale do Matutu, empurrando a bike mais uma vez era um passo pra frente e dois passos pra trás,e uma vontade louca de largar a bike e chamar minha mãe! Hehehehe

Fotos Nani

Fotos Aragonez

Lá embaixo, em uma região chamada Nogueira, conhecemos o Jürgen, um senhor cicloturista que estava fazendo o trajeto com uma outra turma, nesse momento ele estava sozinho, pois não quis encarar a subida do Vale do Matutu, como ele mesmo disse : “Conheço meus limites”.


Jürgen - Fotos Nani

Uma figura especialíssima e gente boa que só mês fez sentir mais vontade ainda de continuar pedalando mundo a fora.

Fotos Aragonez

Chegamos em Alagoa por volta do meio-dia, passamos em um trecho da Estrada Real, Alagoa é uma cidadezinha linda parece de brinquedo de tão pequena.

Fotos Aninha

Lá conhecemos o Felipe nosso anjo da guarda mineiro, ele nos levou até São Lourenço onde pegarmos o ônibus de volta para São Paulo, e ficou lá nos fazendo companhia um tempo, serviu de guia turístico no trecho que nos acompanho, e vez um trajeto com muita emoção para mim e para Nani que estávamos na caçamba da saveiro chacoalhando na buraqueira e sendo jogadas de lado a lado nas curvas...uma loucura!!!

Fotos Aninha

Saímos de São Lourenço às 1h e chegamos em São Paulo às 5.30hs, Alagoa não tem ônibus direto para São Paulo, e os ônibus da região fazem pinga-pinga em todas as cidades, então é bem difícil conseguir passagens, o melhor é sair de São Paulo já com as passagens de volta compradas para não se preocupar com isso como nós que quase não conseguimos voltar para São Paulo.

Fotos Aragonez

Essa viagem foi espetacular, a companhia da Nani e do Aragon como sempre melhores seria impossível, o que fez do carnaval o melhor carnaval da minha vida! Amo muito vocês dois!!

Fotos Nani

Conhecer figuras como a Sandra, a Cris e o Marcelo que nos acompanharam em todo o trajeto também foi muito especial.

Ver que ainda exitem pessoas com coração bom como as meninas da lan-house de Alagoa, o Felipe e o Israel que nos deram a maior força no retorno me fez re-acreditar que existe sim gente muito boa nesse mundão afora. E que mundão lindo!!!!

Fotos Aninha

O Caminho dos Anjos é maravilhoso e vale muito a pena ser conhecido, mas é bom lembrar que tem muitas subidas e que tudo é praticamente terra com muita pedra solta, fora que tem muito “mata burro” e alguns pasmem na vertical, para não tremer o carro, pode uma coisa dessas?!

Fotos Aninha

Como disse a Sandra em um trecho da viagem:

“Cara, tu sobe, sobe, sobe e não para de subir...nunca estive tão por cima na minha vida”

Fotos Nani

Muitos mais fotos e relatos:

Aninha Multiply

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Nani

Onde Pedalar

Mais Informações:

Caminho dos Anjos

Bem Vindo Cicloturista