Um açaí especial preparado com crips de arroz e cereal com sabor artificial de morango,
Coisas assim, só descobrimos cicloviajando por esse Brasil lindão!!!!
E como é bom cicloviajar!!!
Eu
FelipeFoto: Amanda
Nani
Foto: Felipe
Amanda
Nos unimos para uma cicloviagem pelo litoral sul do Rio de Janeiro e o Litoral Norte de São Paulo
Escolhemos o roteiro Angra dos Reis x Ubatuba e partimos.
O total a ser percorrido, segundo o bikemap, seria de 164km, como gostamos de cicloviajar, resolvemos dividi-lo em 3 dias, assim poderíamos parar em todas as cachoeiras, tirar um milhão de fotos, fazer as refeições tranqüilamente e curtir as cidades de parada...
“1° dia - 03/06: Partimos de Angra sentido SP e pedalamos até Vila Histórica de Mambucaba -
2º dia - 04/06: Partimos da Vila Histórica até Puruba (já é Ubatuba) - 74km, a idéia é conseguir ultrapassar a serra da divisa 341m de altitude e
3º dia - 05/06: Puruba até Ubatuba centro - 36km e provavelmente chegamos em Ubatuba para o almoço, isso lógico dependendo das paradas...pois nesse trecho existem muitas cachoeiras!” * Trecho extraído do e-mail convite para a viajem.
1° dia de cicloviagem:
Saímos de São Paulo na quarta-feira dia 30 de ônibus sentido Angra dos Reis ás 22:30hs e chegamos as 06:30hs.
Já na saída imaginávamos que teríamos problemas com a empresa de ônibus Reunidas Paulista, pois a central de atendimento ao usuário nos informou que bicicletas só seriam transportadas desmontadas, embaladas e com Nota Fiscal.
Todos tinham Nota Fiscal para suas bicicletas, nosso problema era embalar e desmontar as bikes, muito trabalho! Mas nada que uma boa conversada com o carregador de malas não resolvesse o problema, assim conseguimos embalar tranquilamente com as 4 bicicletas e seus alforjes (ou mochilas) apenas com a roda da frente retirada.
Chegando em Angra dos Reis, tomamos um café da manhã e partimos para pedalada
Foto: Felipe
O trecho de Angra até a Vila Histórica de Mambucaba, não era assim tão atrativo como imaginávamos.
A estrada corre em sua maior parte longe da costa, não vimos muitas praias ou vistas atrativas, sem falar que essa parte do trajeto é basicamente plano, com pouquíssimas subidas.
Chegamos em Mambucaba e a cidade estava mobilizada na confecção dos tradicionais tapetes de ferragem para a cerimônia de Corpus Christie.
Vila de Mambucaba - Foto: Amanda
Ainda sem muita fome e sem muitas alternativas, resolvemos comer um lanche fazer uma horinha e seguir viagem até Paraty, distante apenas 50km dali, é de Mambucaba o fantástico açaí mencionado acima.
Igreja de Mambucaba - Foto Amanda
Banco da Praça de Mambucaba - Foto: Nani
Chegamos em Paraty por volta dás 17:00hs, não tínhamos noção de onde nos hospedaríamos, nem iríamos entrar em Paraty e agora teríamos que dormir lá...mas para cicloturistas isso nunca é problema, logo um ciclista local se aproximou da gente e nos levou a um Hostel particular chamado Che Lagarto, local muito agradável, com preço justo, bom atendimento e que nos disponibilizou um quarto com banheiro privativo apenas para nós 4, fora o local seguro para nossas bicicletas.
Quilometragem do dia: 104km
Tempo de pedalada (sem excluir paradas curtas para fotos e pequenos lanches):
Custos do primeiro dia: 6,5hs
Tempo e temperatura: todo o trajeto foi feito com temperatura amena e tempo nublado, quando já estávamos instalados em Paraty começou a chover muito forte, o que nos impediu de passear durante a noite por lá como gostaríamos de fazer.
Passagem São Paulo – Angra dos Reis R$56,72 (vende pela Internet)
Café da Manhã em Angra dos Reis R$9,60
Almoço em Mambucaba (x-bacon, suco de laranja, bolo de coco e guaraviton) R$ 12,50
Lanchinho na estrada (bolacha Goiabinha e guaraná) R$4,50 – Brinde 2 bananas da bananeira do bar
Hostel
Jantar Pizzaria em frente ao Hostel R$20,00
Historinha:
Logo que chegamos em Angra dos Reis fui conversar com um dos funcionários da rodoviária para saber onde poderíamos tomar café da manhã e como fazer para dali pegar a Rio-Santos sentido Paraty.
O funcionário me explicou direitinho, eu agradeci e voltei a arrumar as coisas para partir.
Menos de 5 minutos o mesmo vem te mim e fala:
- Vocês sabiam que passaram por Paraty para chegar até aqui, né?!
Dava pra ver nos olhos a preocupação dele por causa da distância.
- Sim, sabíamos...
- E sabiam também que podiam ter descido lá?!?!?!?!
- Sim, é que queremos fazer pedalando mesmo
Ele levantou a sobrancelha e disse:
- Então ta!
E saiu fazendo “não” com a cabeça...
2º dia de viagem
A chuva da noite anterior desapareceu e sol raiou pela primeira vez em nossa cicloviagem.
A manhã esta divina mas com temperatura amena, o café da manhã servido tarde no Hostel (7:30hs) mas algumas paradas obrigatórias em caixas eletrônicos nos fizeram sair de Paraty apenas às 9:30hs.
Nosso trajeto para esse dia que tinha sido completamente alterado do original era de 72km até Ubatuba algo que faríamos tranqüilamente, porém a subida da serra da divisa entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo me preocupava a ser feita tarde, já a tinha feito anteriormente, no sentido oposto e sabia que não era difícil, mas chata e por não ter árvores no caminho e pelo horário (entre 11-12hs) sabia que seria um pouco mais incomoda.
E não foi bem assim...hehehe
Nesse sentido a inclinação é bem menor que no sentido oposto, é uma subida única diferente do outro lado que possuí algumas subidas e descidas
Esse trecho a viagem realmente começa a ficar bonita, avistam-se do alto belíssimas baías e praias, fora as cachoeiras.
Fotos: Felipe
Como previsto finalizamos a subida da serra por volta dás 12hs, lá no alto já em Ubatuba-SP somos agraciados pela belíssima cachoeira da estrada que em minha opinião é a mais bela de toda região.
Ficamos poucos minutos no bar da cachoeira (que é horroroso!!!!) e partimos até a Praia de Ubatumirin cerca de 12km dali onde iríamos almoçar no restaurante de um amigo do meu pai.
Chegamos ao restaurante North Point e lá nos acabamos de comer com os pratos bem servidos de arroz + feijão + bife + farofa + batata-frita e salada (que não era só de alface e tomate hehehe)
Depois de almoçar estendemos nossas cangas na grama, demos aquela bela cochilada e por volta das 14hs partimos para a segunda parte da viagem. Até aqui tínhamos percorrido cerca de 50km da viagem.
Quando chegamos na praia do Puruba eu e a Amanda que conhecemos bem a beleza do lugar não conseguimos resistir e resolvemos parar e fazer mais uma horinha, o Felipe e a Nani quiseram seguir e aqui nos separamos dos nossos amigos de cicloviajem.
Entramos no Puruba curtindo cada centímetro, desde a sua lindíssima estradinha de acesso
Até o seu rio congelante brbrbrrrrrr
Rio Puruba - Foto Amanda
Depois de quase 1,5hs no Puruba a idéia era dormir no Promirim na casa de um amigo da Amanda que estava por lá, mas quando chegamos na portaria e ainda estava claro resolvemos seguir.
Chegamos ao posto da Polícia Rodoviária Federal na Praia do Felix e estava escurecendo, tínhamos menos de 12km até o centro de Ubatuba então resolvemos parar lá para pegarmos nossas luzes e coletes refletivos para seguir viagem com mais segurança pois faríamos o trecho a noite.
O Policial que estava no local, foi muito atencioso e amável, além de nos ceder toalete, nos passou o numero do telefone do posto e o de emergência da Policia Rodoviária Federal 191 e nos disse para não hesitar em chamar-los.
Quando passamos pela praia de Itamambuca passamos por uma blitz da mesma Polícia e logo ouvi um dos policiais exclamar:
- Pronto! As meninas da bike!
Isso nos causou conforto, afinal eles sabiam que estávamos lá e para onde iríamos e querendo ou não éramos 2 moças com duas bicicletas a noite em uma estrada com quase nenhum recurso em seu entorno.
Nesse trecho comecei a sentir como se algo tivesse prendido no meu pneu da frente, uma pedra, uma tampinha de garrafa, ou um chiclete, o pneu permanecia cheio,já era noite, estávamos tão perto e ambas cansadas, fiquei com preguiça de parar para olhar então seguimos.
Chegamos na casa da minha mãe em Ubatuba às 19hs, e assim nosso objetivo já estava completo!
Quilometragem do dia: 72km
Tempo de pedalada (sem excluir paradas curtas para fotos e pequenos lanches):
Custos do primeiro dia: 6hs
Tempo e temperatura: O dia todo oscilando em sol e sol com nuvens.
Almoço na Praia de Ubatumirin (Restaurante North Point)R$ 20,00
Gastos com Hospedagem R$0,00
Historinha 1:
Ainda em Paraty um pouco antes de chegar a micro cachoeira que fica na Vila de Patrimônio, avistei no acostamento 5 maninhos cariocas, e pela fama do lugar fiquei um esperta, era a 1ª da fila de ciclista e quando passei por eles um começou a gritar:
-Ei!!! Gringa!!! Hello!!
E eu respondi:
- Oi tudo bom?!
- Ela não é gringa!!! Da uma carona até a cachoeira?
- Não dá minha bike ta muito pesada...
Todos
- AAhhhhh!!
Historinha 2:
Quando chegamos ao centro de Ubatuba, resolvemos ligar para o Felipe que achava que iríamos dormir no Puruba.
Liguei 6 vezes e ele não atendia, pra vocês verem a preocupação do meu “irmãozinho” com a nossa segurança...
Na 7ª vez ele atendeu
- Felipe! O pneu da Amanda furou e arrebentou 4 raios, to tentando ligar para minha mãe mas não to conseguindo, estamos sozinhas no meio do nada!!! (tudo mentira)
- Ta e o que você quer que eu faça?!
- Sei lá, chama um táxi, vem resgatar a gente!!!
- Tá vou ver o que faço e já te ligo.
- Tá então faz assim...espera eu chegar em casa e eu te ligo pra gente ir jantar juntos
- Você está mentindo, Aninha?!
- To!
- A fala sério!!! Me liga quando chegar então...
Hahahaha
3° dia – O pneu
Salva pelo mistertuffy!!!
Foto: Amanda
Passagem de Ubatuba para São Paulo R$46,20
Custo total da viagem: R$199,52




6 comentários:
Muito bem, mais uma viagem feita!
Ótimas cias, belas paisagens!
Obrigado!
E qual e quando será a próxima?
Bjs
Hehhehee!!! Com certeza! Muito bom viajar com vc!
A próxima?!
Em breve, muito em breve!
Bem, a Ana, muito educadamente, como é de seu feitio, esqueceu de comentar que o 4o elemento da viagem - no caso, EU! - era novata em cicloviagens e iniciei a trip dando o maior trabalho: cheguei tarde na casa dela, crente que iríamos de metro - e que nada, pedalada forte de pinheiros até Tietê! Perdi minha luz traseira já na Sumaré, e quase minha campainha no Tietê, não fosse a Super Nani corredora quase dar a vida pra salvá-la! Aliás os 3 foram meus "Supernannys" na maior paciência, aquela coisa de "pegar na mãozinha" e ensinar o Bê a Bá: soltar as rodas, amarrar as bikes, etc, etc...). Super obrigada aos novos amigos que gentilmente me proporcionaram uma iniciação incrível!
BEIJOS!
Aninha, vi pelo mapa que a praia de Ubatumirin tem duas partes, não sei se dá para passar de uma parte para outra, é que nós queremos almoçar no restaurante que você falou, North Point. Alguma dica da entrada correta para chegarmos lá? Gilberto
Gilberto...não tem erro! O restaurante fica na estrada mesmo, passando um morrinho logo a direita na beira da estradinha que da acesso a reserva indigênea...qualquer dúvida pergunte no bar da cachoeira da escada que eles explicam direitinho...
Eu amo o ciclismo. Eu tenho restaurantes em itu e em Río. Duas vezes por ano viajo em bicicleta de um lugar para outro. Com outras pessoas que trabalham lá, é muito divertido e um bom esporte.
Postar um comentário