
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Texto: Oscar Wilde
Alguém especial companheira de algumas viagens, e de muitos conselhos...
Lembrar dela ainda me aperta o coração, muitas vezes acordo e nem acredito que isso realmente aconteceu, enfim...O Thiago mandou um e-mail para a lista da Bicicletada perguntando quem topava viajar até Ubatuba de Bike para passar o Reveillon, eu já estava em Ubatuba, e pensei, por que não?! Assim na tarde do dia 25 voltei a SP e começamos a discutir qual seria nosso trajeto.
Depois de alguns e-mails e vários interessados partimos para o Guarujá no dia 28/12.
Foto: Patty
Até aí éramos apenas 4, eu a Patty, o Albert e o Thiago, fomos de ônibus até o Guarujá, a idéia era dormir no Guarujá e iniciar a viagem na manhã seguinte rumo a Boiçucanga.
No dia 29/12, acordamos cedo, e logo o Gustavo se juntou a nós.
Foto: Patty
Foto: Aninha
Enfim partimos...uma “retona” maravilhosa, uma balsa separando o Grarujá de Bertioga, água de côco, e muitas praias...uma vista mais linda que a outra.
Teve também a lenda da cachoeira de Boracéia, que depois de almoçarmos resolvemos ir conhecer a tal cachoeira para dar uma relaxada antes de voltar a pedalar.
Eu desisti logo depois da 3° oca dos índios e voltei para praia, a Patty, o Albert, o Gustavo e o Thiago insistiram...mas a cara que estavam quando voltaram depois de 1:30h deu para perceber que não encontraram.
Depois, a noite o Thiago me confirmou que não encontraram mesmo, e que se contentaram com um boteco no meio do caminho, enquanto eu dormia na sombra de um coqueiro de um restaurante abandonado.
Em Juquehy o Gustavo nos deixou.
Os dias não foram de sol, mas o calor era de matar.
Rolou até um concurso da camiseta molhada, rsrsrsrssss
Nosso primeiro objetivo foi alcançado, chegamos em Boiçucanga com direito a chopp para comemorar, 93km completados.
Como em quase todas as nossas outras paradas, tivemos que dividir o quarto.
Foi meio estranho virar para o lado e ver um pé, mas depois que sincronizamos as viradas tudo rolou bem e até deu para dormir, hehehheee
1,2,3 e...virar!!!
No dia 30/12, acordamos um pouco mais tarde e a nossa espera estava ela, a tão temida serrinha que separa Boiçucanga de Maresias, com apenas
O tempo que gastamos para completar os 7km foi o mesmo que gastamos no dia anterior para pedalar 32km, ou seja um pouco mais que 1:30hs.
Uma subida horrível, sem acostamento e íngreme.
Depois de uma “lambida” de um busão em meu alforge e quando vi que meu “cateye” estava marcando 0km/h, desci e comecei a empurrar. Tem hora que deixar o orgulho de lado é a melhor coisa.
Passado o sufoco todo o resto virou brincadeira, e novamente pude contemplar a vista, o mar as montanhas, até que...CACHOEIRA!!!!
Uhuuuuu pausa para o banho... e que delícia!
E foi aí que o Marcelo e o Gabriel nos encontraram, eles foram de ônibus até São Sebastião e de lá voltaram para nos encontrar e seguir o rumo da viagem.
Uma parada para almoço em Barequeçaba.
E...mais dois amiguinhos se juntaram a nós, agora o Gallo e o Silas, que pegaram o ônibus até Riviera e foram pedalando até nosso encontro.
Em Barequeçaba conhecemos a fantástica Fabiana (amiga do Siqueira) que nos cedeu um banho de esguicho e nos apresentou o mais ilustre de todos os gurus da atualidade, o fabuloso Odara Filho de Gandi.
Saindo de Barequeçaba faltando apenas 30km até Caraguá, a corrente do Thiago estourou em uma subida. Nesse momento nos separamos.
Eu, o Gallo e a Patty seguimos e o resto ficou ajudando o Thiago.
Foto: Patty
Nos encontramos novamente só em Caraguá, no hotel – 5 estrelas que servia o melhor jantar da região hahahahahhaaaa ainda bem que havia uma pizzaria bem na frente do hotel.
E mais uma etapa completada, os 68km mais “difíceis” da viagem.
E finalmente chegou o dia 31/12 o último dia do ano e o último dia de nossa cicloviagem.
Caraguá x Ubatuba foi ridículo, ainda mais com todo aquele trânsito que nos permitia pedalar a vontade.
Foi o único dia que choveu, e por sinal que chuva! 4 horas de pedal e 4 horas de chuva... ótimo para lavar a alma e entrar no ano novo só com energias positivas.
Em Ubatuba nos separamos novamente, eu e a Patty fomos para minha casa e os meninos ficaram com o Siqueira.
Na noite de Reveillon a Liu, a Evelyn e a Caru (minha prima) se juntaram a nós e embaixo de chuva celebramos o ano novo que nasceu.
Saldo da viagem: 213km, 1 raio quebrado e uma corrente estourada. Nenhum pneuzinho sequer furou e tombo??? Só na cama no final do dia.
A todos que participaram dessa viagem muito obrigada pela companhia e paciência, Thiago, a vc um parabéns especial por sua 1° cicloviagem.
Célia valeu por ter emprestado a casa, ela foi muito importante na nossa 1° noite.
Gente...ameiiiiii!!!
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